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20 fevereiro, 2013

To This Day





xx,
M.

"Não!!"

Um simples segundo chega para o caos se instalar.
Tenho-te há 3 anos, uma vida, e hoje, num espaço de um segundo pensei que ia perder tudo - memórias, desejos, vontades, segredos.Aquela sensação de flash-back a passar mesmo à minha frente e eu sabia, eu sentia-o. Tinha perdido tudo naquele instante. Perdi-te.
Tenho a certeza que o meu berro alarmou os vizinhos pois após o ter dado, todo o barulho que vinha do andar de cima tornou-se num silêncio ensurdecedor, tão longo e vazio que desejei brevemente que a festa começasse outra vez. Quero barulho, música alta e vozes aos berros. Vozes que não a minha a chamar por ti.




Corri o mais depressa que pude. Passei por entre a confusão e tentei agarrar-te. Consegui. Tratei-te das feridas e pouco tempo depois descobri que nunca te tinha perdido, afinal.
A festa do andar de cima recomeçou. E tu... Tu estás salvo. Meu querido disco externo!



xx,
M.

23 março, 2012

Monsieur Jeffrey Campbell

Desde que me conheço que sempre fui fã de sapatos grosseiros, grandalhões e pretos. Durante uns 7 anos, tudo aquilo a que tinha direito era uns mocassins da Cenoura (castanhos *que terror*) e a umas sandálias da Chico, coisa que odiava. Apesar de me espernear constantemente de cada vez que a minha mãe me tinha de comprar uns novos, ela acabava sempre por ganhar.
Foi no verão em que fiz 8 anos que senti que tinha crescido. Tudo porque pude (finalmente) escolher o meu próprio calçado! Adeus mocassins com pouca sola e sandálias feias com tiras de velcro onde tudo o que é réstia de planta e lixo fica lá colado! Olá sapatilhas enormes, grosseiras, quentes e de rapaz! Mal entrei na loja fui disparada ter com elas. Amarelas e pretas. Cordões enormes. Quando as calçamos até parece que o pé está inchado. O sonho de qualquer rapariga portanto! Agarrei-me a elas com toda a força e a minha mãe lá disse que sim. Depois desse dia a revolução começou. Já só era eu quem podia opinar sobre aquilo que vestia ou calçava. E fazia-o. Com unhas e dentes!
O amor pelos sapatos grosseirões continuou e após um número infinito de sapatilhas hoje encontro-me com umas creepers aka sapatos para mancos, segundo o meu pai; umas botas giríssimas que a minha mãe encontrou numa lojinha; umas botas com uma sola que nunca mais acaba (ok, estas estão paradas há um ano no meu armário (agora encontram-se mais à espera de serem vendidas no próximo flea market) mas foram mesmo muito amadas); e três pares de sapatilhas: umas Adidas Vespa pretas (lindas!); umas Onitsuka Tiger pretas e amarelas que recebi nos meus 18 anos mas que continuo a babar-me para cima delas; e umas Striipe que a minha mãe deixou de usar e mas deu generosamente! Ao contrário do que possam pensar, nenhuma destas sapatilhas são grosseiras e de rapaz. Acontece que com o passar dos anos fui crescendo um bocadinho e o grosseirismo ficou apenas para as creepers e algumas botas.

Foi mais ou menos a meio de 2011 que o grande BOOM das botas de Jeffrey Campbell se deu. Apesar de todo o grosseirismo que aquela bota tem, a verdade é que andar de saltos nunca foi coisa que me assistisse e não lhes achei grande piada. Sim, as botas fazem-te alta e até te podem dar umas "pernas até ao rabo" mas a verdade é que, se repararem bem, estas botas não podem ser usadas se não por Betty's Spaghetty (aquela boneca com braços, pernas e cabelos que mais pareciam fios de esparguete, lembram-se?!),ou seja, não podem ser usadas por pessoas normais. Quem quer que use estas botas, à excepção das pernas de esparguete, fica com elas cortadas e a parecer duas grande salsichas. E ninguém quer se comparado a um pedaço de carne (muito menos de porco, blheack!). Como podem ver, a minha opinião sobre as Jeffrey Campbell nunca foi das melhores. Mas eis que o karma ataca, e me mostra isto:





Como posso eu, amante do grosseirismo, ficar imune a uma coisa destas? Respirei fundo e continuei a fazer scroll para ver se esquecia as botas. Mas o karma ainda não estava satisfeito e pôs-me perante isto:


E agora? Agora já não consigo fugir. Já vou ter de dar razão aos meus pais e dizer-lhes que afinal preciso de umas sandálias para o verão e vou ter de admitir que afinal gosto, e muito, de Jeffrey Campbell.
Tudo o que posso desejar agora é ter dinheiro suficiente na conta para poder comprar os dois pares e encontrá-los à venda num site em que possa confiar. Será que alguém me pode ajudar com isso?


xx
M.

11 fevereiro, 2011

Super 8

"Super-8 (ou Super 8 mm) é um formato cinematográfico desenvolvido nos anos 60 e lançado no mercado em 1965 pela Kodak, como um aperfeiçoamento do antigo formato 8mm, mantendo a mesma bitola.
O filme tem 8 milímetros de largura, exatamente o mesmo que o antigo padrão 8mm, e também tem perfurações de apenas um lado, mas as suas perfurações são menores, permitindo um aumento na área de exposição da película, e portanto mais qualidade de imagem. O formato Super-8 ainda reserva uma área, no lado oposto ao das perfurações, onde uma pista magnética permite a gravação sincronizada do som."






xx
M.